O que é metodologia AIDA e como impacta o processo de T&D?

Lucas Loconte - especialista em operação de T&D

Descubra o que é a metodologia AIDA e como essa estratégia pode impactar diretamente o processo de T&D dentro de uma empresa

As estratégias de vendas no mercado digital mudam diariamente. Elas se tornam cada vez mais complexas e criativas e buscam tornar mais assertiva a conversão dos consumidores em relação à aquisição de produtos ou serviços. Para as empresas, apostar em fórmulas de vendas é uma maneira de entender e investir em seu negócio, elevando os resultados dos seus projetos. Nesse sentido, a metodologia AIDA é uma opção bastante interessante para isso.

Neste artigo, vamos explicar o que é a metodologia AIDA, como ela funciona na educação corporativa e transforma pequenas estratégias em grandes conversões. Você também entenderá como ela pode ser utilizada em treinamentos online, caso a sua empresa esteja migrando para esse formato.

O que é metodologia AIDA?

A metodologia AIDA é uma prática ancorada na ciência do marketing. Por meio das estratégias de vendas, ela define o comportamento dos leads (pessoas que ainda não foram convertidas) e usa essa informação para criar um funil de vendas.

A sigla AIDA remete às palavras atenção, interesse, desejo e ação. Essas são quatro etapas que a empresa precisa desenvolver na cabeça do usuário para que ele adquira algum produto ou serviço.

É muito comum vermos essa metodologia aplicada em técnicas de copywriting, que são escritas persuasivas e ajudam nas vendas de uma marca. Esse formato de redação é  aplicado em landing pages, e-mails marketing e legendas para redes sociais. 

Como funciona a metodologia AIDA?

A metodologia AIDA é uma estratégia que cria a jornada do consumidor. O usuário tem o seu primeiro contato com o produto ou serviço da empresa e a equipe de marketing desenvolve 4 etapas para que o lead efetive a sua aquisição.

A jornada é fundamental para que o consumidor se sinta cada vez mais interessado e veja que a empresa oferece uma solução interessante. Mas, para que isso aconteça, ele precisa passar pelas seguintes etapas:

Atenção

O primeiro passo para que a empresa chame atenção com o seu produto ou serviço é desenvolver conteúdos que realmente atraiam os usuários. Textos bem escritos com gatilhos mentais, campanhas que antecipem benefícios para os consumidores ou recursos de multimídia que consigam prender a atenção do leitor são estratégias interessantes.

Nesta etapa, o ideal é apresentar conteúdos que mostrem um pouco sobre o produto ou serviço que a sua empresa oferece. É importante ressaltar que mesmo estando no topo de funil, consumidores que se encontram em outras etapas podem também ler o material e ter interesse no seu negócio. 

Interesse

A segunda etapa é a de interesse.  Essa é a fase em que você conseguiu chamar a atenção do público e precisa prendê-lo para continuar no processo. Nesse momento, o ideal é entregar um conteúdo que seja de interesse dele. 

Neste momento é interessante desenvolver conteúdos como e-books ou infográficos, que irão se aprofundar sobre o problema do usuário e mostrar como a solução da empresa é uma opção atrativa no mercado. Além disso, o consumidor pode ser redirecionado a um especialista da sua empresa para tirar suas dúvidas e entender um pouco mais sobre as missões e valores do negócio.  

Desejo

Na terceira etapa, a equipe de marketing precisa convencer o usuário a adquirir os produtos ou serviços da empresa. Até então o consumidor entendeu quais são os seus problemas e que precisa de uma resolução, mas ainda não sabe qual é a opção ideal para contratar.

É necessário então elaborar materiais mais aprofundados, como o white paper, que vão mostrar detalhadamente as soluções que o negócio desenvolve. Nesse material é possível disponibilizar gráficos com as mudanças que os clientes obtiveram depois da contratação da empresa, cases de sucesso e a relevância da marca no mercado.

Além disso, usar uma linguagem mais “agressiva”, com gatilhos mentais de urgência e escassez, pode também desenvolver o sentimento de desejo do consumidor e fazer com que ele queira o produto/serviço da empresa.

Ação

Nesta última etapa, precisamos entregar uma venda rápida e ágil para que o público-alvo não desista do produto/serviço e realize a compra naquele instante.

Os gatilhos mentais podem ser ótimos aliados de novo. Diga que uma promoção irá acabar em poucas horas ou que restam poucos produtos, mostre o depoimento de pessoas que já adquiriram o serviço.

Quando o usuário for adquirir o serviço, faça um detalhamento claro e objetivo do que é preciso, como informações pessoais e formas de pagamento, e entregue uma boa experiência do usuário para que ele efetive a compra.

Como usar a metodologia AIDA em treinamentos on-line?

A metodologia AIDA é uma excelente forma de incentivar um colaborador durante os treinamentos on-line. Com os sentimentos de atenção, interesse, desejo e ação bem estimulados, o profissional se sente mais engajado e à vontade para participar das capacitações.

Por isso, crie essa etapa de funis com os funcionários: 

  1. Desperte a atenção deles em relação ao conteúdo que será aplicado;
  2. Mostre que a temática pode ser interessante para solucionar algum problema que envolva o trabalho;
  3. Desperte o desejo com as táticas ensinadas durante o treinamento;
  4. Faça com que eles queiram aprender e participem de todas as capacitações.

Mesmo que essa seja uma ciência baseada num funil de vendas, é possível adaptá-la e colocá-la em prática durante os treinamentos online. Crie esse sentimento dentro da empresa e faça um processo de experimento de aprendizagem com a metodologia AIDA.

Conclusão

A aplicação da metodologia AIDA é, então, uma forma de incentivar o colaborador a participar de forma mais ativa em treinamentos online e de gerar melhores resultados durante esse processo de aprendizagem.

Mesmo que os profissionais de marketing sejam os especialistas na área, contar com empresas que trabalham com aprendizagens únicas dentro do meio corporativo é uma forma de investir na atenção, interesse, desejo e ação do colaborador.

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