Quais são os tipos de cursos EaD mais comuns?

Lucas Loconte - especialista em operação de T&D

Conheça os principais tipos de cursos de ensino a distância disponíveis no mercado e entenda como utilizar essa modalidade nos seus programas de treinamento e desenvolvimento

Seja pela rotina mais corrida ou pela necessidade de se manter em isolamento social, as pessoas viram que era preciso aderir à transformação digital e adotar novos recursos para estudar e realizar capacitações.

Os primeiros registros de ensino a distância é de 1728, quando um professor de taquigrafia de Boston divulgou os seus serviços por meio do jornal local e ofereceu o material que ensinava para pessoas de qualquer lugar do mundo. Hoje em dia essa modalidade também é comum dentro das empresas e com novas tecnologias envolvidas.

Neste artigo, vamos discutir quais são os tipos de ensino a distância que existem atualmente e que podem servir de ferramenta de aprendizagem para o meio corporativo.

Quais os tipos de ensino a distância?

Até meados de 2005, o EaD gerava muito preconceito por parte dos estudantes. Muitos acreditavam que a qualidade dos cursos oferecidos nessa modalidade era bem inferior em comparação com o ensino presencial. Mas, de lá para cá, muitas coisas mudaram.

Quando falamos em cursos de graduação e pós-graduação, por exemplo, as instituições de ensino começaram a criar  metodologias próprias de ensino e também investiram tecnologia para oferecer a melhor experiência possível - uma experiência, inclusive, que pode ser superior àquela do ensino presencial.

Alguns dos tipos de cursos EaD disponíveis no mercado são:

Graduação e pós-graduação

Os cursos de graduação e pós-graduação são os mais procurados na modalidade EaD. Eles buscam ensinar e preparar uma pessoa para atuar em uma área no mercado de trabalho. Segundo o Censo EaD.BR 2019-2020, realizada pela Associação Brasileira de Educação a Distância, o número de alunos matriculados na modalidade EaD cresceu de 8.027.297 em 2015 para 8.603.824 em 2019.

Muitas instituições de ensino superior acabam investindo no desenvolvimento de tecnologias mais complexas e que ofereçam uma experiência completa para o estudante. A Anhembi-Morumbi, por exemplo, tem uma série de cursos que utilizam laboratórios virtuais ou momentos de realidade virtual para tornar mais imersiva e prática a aprendizagem.

Cursos de extensão, atualização e livres

Os cursos de extensão, atualização e livres partem do pressuposto de que o estudante já conhece determinado assunto, mas precisa de informações complementares para se aprofundar ou atualizar o conhecimento.

Alguns cursos de extensão ou livres não exigem conhecimento prévio do tema. Porém, os cursos de atualização pedem, no ato de inscrição, um diploma de graduação ou pós-graduação, dependendo do tema a ser trabalhado.

Cursos de aperfeiçoamento, capacitação e treinamentos

Os três cursos são extremamente comuns dentro das empresas e trazem algumas especificidades particulares. Porém, todos procuram ensinar habilidades específicas ou atualizar o colaborador com novidades sobre um assunto já conhecido.

O que levar na hora de construir o seu programa de T&D a distância?

Ao optar pela modalidade EaD nos programas de T&D, é essencial prestar atenção em diversos pontos. E aqui não falamos apenas da escolha da plataforma, mas em entender o que o programa deverá abordar e quais são as estratégias para que os colaboradores participem ativamente do treinamento oferecido.

Os principais itens que devem ser levados em consideração são:

  • Em primeiro lugar, é essencial identificar quais são as carências de aprendizagem dos colaboradores. O que essas pessoas precisam ou querem aprender? Quais são as necessidades para a evolução do desempenho dos colaboradores? Como posso incentivá-los com os programas de T&D?
  • Planeje todo o treinamento: entenda quais são os pontos que deverão ser resolvidos, considere o perfil dos colaboradores e defina o formato ideal para construir um treinamento.
  • Na hora de produzir o conteúdo, tente fazer isso com o máximo de qualidade possível. Se você não tiver um orçamento específico para produzir conteúdo internamente, faça um trabalho de curadoria.
  • Torne os seus conteúdos acessíveis! A maioria das empresas conta com pessoas com algum tipo de deficiência auditiva e visual. Invista em conteúdos que tenham tradução por libras ou audiodescrição.
  • Ofereça os recursos necessários para que seus colaboradores tenham acesso ao seu programa de T&D. Uma plataforma completa, como a Skore, pode ser a solução para concentrar tudo num único lugar e oferecer a melhor experiência no processo de aprendizagem. Também somos capazes de criar estratégias especiais, como nesse projeto feito em parceria com a Via Varejo.
  • Mensure o impacto do seu curso e ofereça atualizações constantes. O ideal é fazer um trabalho de análise de dados, entendendo o engajamento e a busca dos colaboradores no programa de T&D. Também é legal pensar em formas de manter os seus programas com informações atualizadas. O microlearning, por exemplo, pode ser uma solução para não precisar refazer um curso por inteiro.

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